Os processos de reestruturação empresarial para superação da situação de crise econômico-financeira no setor de distribuição de combustíveis no Brasil enfrentam diversos desafios, principalmente em um ambiente extremamente competitivo e com margens cada vez menores.
Aqui estão alguns dos principais desafios a serem enfrentados:
Altos Níveis de Endividamento: As empresas do setor enfrentam frequentemente dívidas elevadas, que podem resultar de flutuações nos preços dos combustíveis, variações de demanda e custos operacionais. A gestão dessas dívidas durante a reestruturação é fundamental para o soerguimento das empresas.
Regulação Estrita: O setor é altamente regulado, com leis e normas que podem impactar o funcionamento e o resultado operacional. Questões regulatórias precisam ser consideradas na reestruturação, pois a não conformidade pode agravar a implementação do plano de recuperação.
Concorrência Intensa: A competitividade entre os distribuidores de combustíveis é elevada, com margens de lucro muitas vezes estreitas. Isso dificulta a recuperação e a geração de caixa durante e após o processo de recuperação judicial.
Custo de Estrutura: O custo operacional, incluindo infraestrutura e logística, também pode ser um desafio. Empresas precisam reavaliar seus modelos de negócios para reduzir custos enquanto tentam se manter competitivas. Continuidade de Fornecimento: Durante o processo, é fundamental garantir que o fornecimento de combustíveis não seja interrompido, preservando parceiros comerciais estratégicos. Isso requer negociações com fornecedores e credores para assegurar a continuidade das operações.
Percepção do Mercado: A recuperação judicial pode impactar negativamente a percepção da empresa no mercado, afetando a confiança de clientes, fornecedores e parceiros. Comunicações claras sobre o processo e a viabilidade operacional e financeira das empresas que compõe o grupo econômico são essenciais.
Inovações e Sustentabilidade: O setor de combustíveis está passando por mudanças com a crescente demanda por soluções sustentáveis e energias renováveis. Empresas precisam adaptar suas estratégias de negócio para permanecer relevantes e competitivas, diversificando as fontes de receita.
Partindo dessas premissas e com o apoio da Ipiranga Produtos de Petróleo S.A., pertencente ao Grupo ULTRA (UGPA3), a CRN Advogados aprovou recentemente o plano de recuperação judicial do Grupo Roda, uma importante rede de postos de combustíveis com atuação no Rio Grande do Sul.
“As Recuperandas estão comprometidas em garantir que a nossa estratégia de recuperação judicial não apenas estabilize as operações atuais, mas também abra caminho para um futuro sustentável e próspero. Acreditamos que, com o apoio de nossos parceiros e um planejamento robusto, as empresas consigam superar os desafios do mercado, adaptando-nos às novas demandas e mantendo a competitividade.” Cesar Nunes, advogado das empresas em recuperação judicial.”